A decoração de Natal é um elemento essencial sem o qual já não conseguimos imaginar a época natalícia: o que seria um Natal sem luzes, árvore de natal, estrelas, neve e os demais elementos decorativos? Provavelmente, um pouco mais triste...


Mesmo antes de dezembro, centros comerciais, comércio tradicional e ruas começam a engalanar-se para a grande festa. São estas decorações de Natal que nos fazem, aos poucos, entrar no espírito da época e perceber que se aproxima uma data especial. As iluminações nas ruas, à noite, aquecem-nos o coração, neste tempo mais frio, com a sua beleza. Contudo, não podemos, também, esquecer a decoração de Natal dentro de nossas casas; sendo esta uma festa da família, maioritariamente celebrada no aconchego do lar, convém enfeitarmos a casa a rigor para recebermos da melhor maneira os nossos convidados.


Para se inspirar na decoração de sua casa, fique a saber algumas curiosidades sobre a evolução da decoração de Natal em Portugal, e como passámos do mais tradicional presépio para a disseminação do pinheiro ou árvore de Natal enfeitada.



Revolução na decoração de Natal com o rei D. Fernando II


Até meados do século XIX a decoração de Natal em Portugal centrava-se unicamente no presépio de Natal e na figura do menino Jesus. Foi D. Fernando II, casado com a rainha D. Maria II de Portugal, que trouxe para o nosso país uma nova maneira de decoração. D. Fernando II era alemão e na tradição germânica era costume, pela época de Natal, decorar-se um pinheiro com velas, flores, bonecos, bolas e frutos.


O rei, sentindo falta das tradições alemãs de Natal, e querendo surpreender os filhos, resolveu colocar, em 1844, um pinheiro enfeitado no palácio, pondo ao lado os presentes, que distribuiu vestido de São Nicolau.


É assim que se introduz em Portugal uma série de costumes até aí desconhecidos e que depois acabaram por se generalizar por toda a Europa e Estados Unidos. Para isso, muito contribuiu a divulgação de como a família real inglesa celebrava o Natal, uma vez que a rainha Vitória de Inglaterra era casada com Alberto, um primo de D. Fernando, também alemão, que introduziu as decorações germânicas na corte de Inglaterra.


Inicialmente, os nobres, e o povo, posteriormente, começaram a imitar a decoração de Natal da família real, onde se incluía enfeitar um pinheiro para celebrar o Natal.



Outras decorações de Natal


Ao longo do século XIX desenvolveu-se o uso de decorações cada vez mais variadas e elaboradas. Gradualmente, o Natal deixa de ser uma festa apenas religiosa, para passar a ser mais centrada nas crianças. Da figura de São Nicolau, um santo associado à distribuição de presentes, surge, posteriormente, a figura do Pai Natal: um simpático homem de barbas brancas que transporta sacos com brinquedos para distribuir às crianças, criado pelo cartoonista americano Thomas Nast.


A decoração de Natal passa, então, e até ao dias de hoje, a centrar-se na figura do Pai Natal, na árvore de Natal decorada com luzes, bolas e outros ornamentos, nos elementos alusivos ao frio que caracterizam a época do Natal no hemisfério norte (neve e bonecos de neve) e nos elementos mais associados à tradição religiosa, como anjos e estrelas, para além do presépio. Outras decorações natalícias são o uso de azevinho e de coroas de Natal.



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